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/Coppe e Universidade de Tsinghua inauguram Centro Brasil–China

A Coppe e a Universidade de Tsinghua inauguraram dia 14 de janeiro o Centro Brasil–China de Tecnologias Inovadoras, Mudanças Climáticas e Energia. A cerimônia, realizada no auditório da Universidade de Tsinghua, em Pequim, reuniu cerca de 140 pessoas, entre pesquisadores e dirigentes da Universidade, diretores da Coppe, o vice - ministro do Ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro, representantes do governo chinês e de empresas chinesas e brasileiras, como Vale e Petrobras. O contrato foi assinado pelo Diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa, e pelo vice-Presidente do Conselho da Universidade de Tsinghua, He Jiankun.


O Centro Brasil-China vai promover cooperações tecnológicas e acadêmicas com ênfase nas áreas de energia e meio ambiente, incluindo tecnologias limpas e desenvolvimento sustentável. Com sede na Universidade de Tsinghua, o Centro contará com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), no valor de R$ 2 milhões, que serão repassados no período de três anos.

Após a cerimônia de inauguração foi promovido um seminário sobre desenvolvimento sustentável e energia, na qual dirigentes e pesquisadores de ambas as instituições fizeram 15 apresentações seguidas de debate. O evento, realizado das 9 horas às 18 horas, foi organizado pela Coppe, Universidade de Tsinghua e Academia Chinesa de Engenharia. Além do Diretor da Coppe estiveram presentes ao evento o vice-diretor, Aquilino Senra, o diretor de Tecnologia e Inovação, Segen Estefen, o superintendente da Fundação Coppetec, Fernando Peregrino.

Primeiros projetos: energia e meio ambiente


Fruto de uma parceria entre a Coppe e a Universidade de Tsinghua, o Centro Brasil–China inicia suas atividades com projetos nas áreas de mudanças climáticas e biocombustíveis. Ainda este ano, pesquisadores das duas instituições farão um levantamento das emissões de gases causadores do efeito estufa, no Brasil e na China, cujos resultados serão apresentados até o fim de 2010, incluindo sugestões de ações voltadas para redução das emissões. A finalidade é subsidiar os governos dos dois países na formulação de novas políticas de mitigação. Outra atividade do Centro planejada para começar nos próximos meses é o mapeamento nos dois países de fontes de biodiesel, visando ao desenvolvimento de projetos comuns. Segundo o diretor de Tecnologia e Inovação da Coppe, Segen Estefen, esse projeto já despertou o interesse de algumas empresas chinesas.

O Centro Brasil–China será gerido em tempo integral por um secretário executivo responsável pelos projetos em andamento e pelas atividades dos alunos de doutorado das duas instituições, sob a orientação de professores. A diretoria da Coppe está planejando um esquema de revezamento que possibilite a permanência na China de professores que atuam nessas linhas de pesquisa pelo período de pelo menos três meses. A Coppe também vai propor a implantação de um conselho empresarial, reunindo empresas chinesas e brasileiras instaladas na China, que contará com a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Acordo para criação do Centro foi selado em 2008

Nos últimos cinco anos, a Coppe vem recebendo constantes visitas de delegações chinesas formadas por pesquisadores, empresários e membros de governo. O especial interesse demonstrado em relação às áreas de tecnologia offshore, alternativas energéticas para geração de energia elétrica e tecnologias sustentáveis – áreas nas quais a Coppe possui reconhecimento internacional – motivou a direção da Instituição a propor a criação do Centro.


O acordo entre a Coppe e a Universidade de Tsinghua foi firmado em 2008, durante a visita dos diretores da Instituição à China. No período de oito dias, eles apresentaram linhas de pesquisas e projetos em workshops promovidos nas universidades de Chongqing e Tsinghua. Também visitaram centros de pesquisas e participaram de uma série de encontros com empresários, acadêmicos e representantes do governo chinês. A missão contou com o apoio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, da Embaixada Brasileira na China, da Academia Chinesa de Engenharia e do Instituto de Cooperação Internacional (ICOOI).

Os diretores da Coppe também estiveram na sede da Petrobras na China e apresentaram proposta de intercâmbio acadêmico com a Universidade do Petróleo, sediada em Pequim, com a qual a Coppe já possui convênio. A resposta foi imediata: desde outubro de 2008 dois alunos da Universidade do Petróleo já se encontram no Brasil cursando o doutorado em Engenharia Oceânica na Coppe.

Na ocasião, foi firmado ainda um convênio de cooperação tecnológica entre a Coppe e a Faculdade de Construção Urbana e Engenharia Ambiental da Universidade de Chongqing. O acordo contempla linhas de pesquisa em eficiência energética de edificações, produção de biodiesel a partir de óleo de fritura, controle de poluição de águas, mudanças climáticas.

  • Publicado em - 13/01/2009