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/Pesquisadores da Coppe detectam origem de óleo no Nordeste

O ponto de origem do despejo de óleo que polui a costa do Nordeste foi detectado por pesquisadores do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) da Coppe/UFRJ em uma área entre 600 km e 700 km da costa brasileira, numa faixa de latitude com centro na fronteira entre Sergipe e Alagoas. O trabalho foi realizado por meio de imagem de satélite, computação de alto desempenho e modelo matemático.  

 

A investigação foi feita a pedido da Marinha pelos professores da Coppe, Luiz Landau, coordenador do laboratório, e o professor colaborador Luiz Assad. Os pesquisadores rodaram um modelo matemático de correntes marinhas no Atlântico e cruzaram os dados com o mapa de manchas de óleo encontradas na costa do Nordeste. Ao inverterem o sentido temporal do modelo, a partir dos pontos de destino do óleo fragmentado, chegaram a uma estimativa sobre sua origem.

 

A área apontada fica fora da zona econômica exclusiva do Brasil em águas internacionais. Segundo o professor Landau, essa parte da análise já foi entregue à Marinha. Na próxima semana, os pesquisadores da Coppe começarão a trabalhar para antecipar a maneira como ocorrerá a dispersão de óleo de agora em diante.

 

“Há muita incerteza com relação à trajetória de óleo, porque ele correu abaixo da superfície. Não sabemos quanto tempo esse óleo demorou para “intemperizar”, ou seja, sofrer processos de mudanças da características físico-químicas para entrar abaixo na coluna d’água.”, explicou Assad.


Em 2012, durante as celebrações da Rio+20, a Coppe lançou o Projeto Azul, sistema inédito de monitoramento oceânico, em parceria com a BG Brasil (atualmente Shell). Em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), os pesquisadores do Lamce montaram um sistema inovador para redução de impactos ambientais na Baía de Guanabara

  • Publicado em - 17/10/2019