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/Robô da Coppe recebe prêmio ANP de Inovação Tecnológica

 

Doris foi o projeto premiado na categoria Inovação Tecnológica desenvolvida no Brasil por instituição credenciada pela ANP em colaboração com empresa petrolífera. O robô desenvolvido por pesquisadores da Coppe/UFRJ, recebeu, hoje, 31 de agosto, o Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2017. O professor da Coppe/UFRJ, Ramon Romankevicius Costa, representou a equipe do Grupo de Simulação e Controle em Automação e Robótica (GSCAR) da Coppe na cerimônia de entrega da premiação, realizada, às 11 horas, no Palácio do Itamaraty do Rio de Janeiro.  Confira no Youtube uma apresentação de Doris.

 

Sobre Doris

 

 

Doris é um robô móvel desenvolvido pelos pesquisadores da Coppe, em parceria com a Petrobras e a Statoil. O robô pode ser utilizado em plataformas de petróleo e ambientes complexos, que exigem monitoramento e inspeções frequentes para evitar acidentes e perdas de produção. O robô foi concluído em 2015 e o investimento no projeto foi de R$ 7,3 milhões.

 

Para executar sua tarefa, Doris se desloca através de um trilho instalado na plataforma offshore. A operação pode ser realizada autonomamente ou teleoperada. O robô conta com uma câmera de vídeo e diversos sensores e é capaz de detectar objetos abandonados, fogo, gás, fumaça e mau funcionamento de equipamentos, entre outros. Um braço robótico embarcado,dotado de um sensor de vibração para inspeção de máquinas do processo, auxilia no trabalho de sensoriamento. Dessa forma, qualquer anormalidade é imediatamente detectada pelos operadores.

 

O GSCAR reúne três laboratórios do Programa de Engenharia Elétrica da Coppe:  Laboratório de Controle e Automação, Laboratório de Controle e Automação, Engenharia de Aplicação e Desenvolvimento (LEAD), e  Laboratório de Automação, Robótica e Controle.

 

Doris, Luma e Rosa: robôs para trabalhar em terra e no mar

 

Os robôs híbridos são o mais novo conceito em robótica submarina. Um misto de robôs autônomos, que levam sua própria energia e são pré-programados, seguindo instruções de um software embutido, e robôs comandados a distância por um operador, que lhes envia instruções por cabo ou sonar. Os híbridos podem se desligar do comando, agir autonomamente em algumas situações e em seguida voltar ao comando.

 

Na Coppe, pesquisadores enfrentam os novos desafios com disposição e criatividade. Contribuindo para o futuro da robótica no Brasil, desenvolveram robôs batizados com  nomes de mulher: Luma, Doris e Rosa.

 

Doris nasceu para trabalhar em plataformas de petróleo e locais similares. São ambientes complexos, com muitas instalações e gente circulando. Exigem monitoramento e inspeções frequentes para evitar acidentes e perdas de produção. Doris percorre a plataforma sobre um trilho, para não colidir com equipamentos e pessoas. Sua câmera de vídeo e sensores de temperatura e de som são conectados ao centro de comando da plataforma. Dessa forma, qualquer anormalidade é imediatamente detectada pelos operadores.

 

 

 

 

Luma é um robô-observador.  Nasceu para fazer inspeções no fundo de rios e represas.  Agora trabalha no mar. Já mergulhou várias vezes nas águas geladas da Antarctica para colher informações sobre a fauna e a flora. Leva, num conjunto de baterias, a energia elétrica que a alimenta. É comandada da superfície, através de um computador ligado a um cabo de transmissão de dados.  Graças a seus sensores e câmeras de vídeo, os operadores vêem em tempo real na tela do computador tudo que ela vê no fundo do mar.

 

 

Rosa foi feita para trabalhar em grandes usinas hidrelétricas. Seu trabalho é substituir mergulhadores numa tarefa arriscada: monitorar a operação de inserção e retirada de stoplogs, os painéis que fecham a comporta de uma turbina que precisa de manutenção.  A operação é arriscada para seres humanos, por causa do fluxo de água gerado pelas turbinas vizinhas, que continuam funcionando.  Equipado com sensores e sonar, o robô mergulha para verificar se os gigantescos painéis de até 12 toneladas estão descendo ou subindo corretamente.
 

  • Publicado em - 31/08/2017