Lista de Notícias

/Pesquisadores da Coppe apresentam Big Data das Baías do Brasil

Pesquisadores da Coppe/UFRJ apresentaram, dia 10 de outubro, o portal Baías do Brasil, uma espécie de Big Data que tem como objetivo disponibilizar uma ampla base de dados de baías, estuários, lagoas e reservatórios de todas as regiões do país. O usuário poderá acessar, gratuitamente, pela internet, modelos de hidrodinâmica para estações de verão e inverno referentes a corpos hídricos brasileiros; estudos de taxas de renovação e de idade da água, entre outros exemplos.


Já estão disponíveis no portal bases de dados e relatórios explicando o desenvolvimento das modelagens feitas por pesquisadores da Coppe para cinco baías brasileiras: Baía de Guanabara (RJ); Baía de São Marcos (MA); Baías de Ilha Grande e Sepetiba (RJ); Baía de Babitonga (SC) e Estuário do Rio Paraíba do Norte - “Baía de Cabedelo” (PB). Todas as aplicações são realizadas utilizando o Sistema Base de Hidrodinâmica Ambiental (SisBaHiA®), desenvolvido sob a coordenação do professor Paulo Cesar Rosman, do Programa de Engenharia Oceânica da Coppe. O SisBaHiA® é cedido gratuitamente através do site www.sisbahia.coppe.ufrj.br.


O projeto Baías do Brasil tem como proposta facilitar a vida de pesquisadores e de gestores públicos, deixando ao alcance de alguns cliques um trabalho que levaria meses para ser concluído. Idealizado e coordenado pelos professores da Coppe Paulo Cesar Rosman e Marcos Freitas, do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (Ivig), o projeto também tem como objetivo estimular a modelagem computacional como ferramenta fundamental para estudos, projetos e suporte à gestão ambiental de baías, rios, estuários, lagoas e outros corpos d’água.


“Os alunos se entusiasmaram com a proposta de disponibilizar ao público, não apenas o SisBaHiA, como o início da modelagem: bases de dados, mapas, dados de batimetria ou topografia do fundo, dados de caracterização dos sedimentos do fundo, que constituem a base geométrica da modelagem. Para uma pessoa que está começando a fazer modelagem, esta primeira etapa é sempre a mais difícil, ou seja, sair do zero e montar o modelo digital do terreno da sua área de interesse”, explica o professor Rosman.


Segundo o professor de Engenharia Oceânica da Coppe, as bases contêm alguns exemplos básicos de modelos hidrodinâmicos, tipicamente para cenários de inverno e de verão ou épocas chuvosa e de estiagem. “Em cima desses modelos, disponibilizamos dois exemplos de aplicação de análises importantes para qualquer estudo ambiental: análise de taxas de renovação de água pelos fluxos dos rios e das marés, e análises da idade da água, que é algo similar a tempo de residência, porém mais abrangente. Todas as bases são abertas. O usuário pode visualizar a geometria do domínio, salvar, editar, importar e usar as tabelas em outra aplicação. Ele pode usar livremente, e até mesmo criar novos cenários”, acrescenta.


De acordo com o professor Marcos Freitas, em 2009, o Ivig foi convidado pela Secretaria dos Portos a construir um banco de dados para subsidiar a avaliação ambiental do Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro. “Em 2013, a parceria foi ampliada para dar suporte ao Plano Nacional de Dragagens por meio de estudos de modelagem computacional, disponibilizando dados de hidrodinâmica, processos sedimentológicos, taxa de sedimentação. O objetivo é manter as vias navegáveis nos principais portos do país. Já tínhamos muito material acumulado de um estudo que fizemos sobre efluentes, tanto líquidos quanto sólidos, e fauna sinantrópica nociva (ratos e baratas, por exemplo) dos 22 maiores portos do país. Daí a parceria deu liga e temos dados de praticamente todos os portos do país”, relata Freitas.

 

Baía de Guanabara já tem seus dados disponíveis no portal
 

A Baía de Guanabara, primeira a ser incluída no projeto, foi apresentada pela doutoranda na Coppe, Laura Aguilera. Um dos corpos d´água mais famosos do país, com uma bacia de drenagem de 4.000 km², esta baía banha a segunda região metropolitana mais importante economicamente do Brasil, com dez milhões de habitantes, que equivale a 80% da população do estado do Rio de Janeiro.


A doutoranda da Coppe apresentou as ferramentas disponíveis no portal. Segundo ela, o trabalho inicia com a definição do domínio de interesse por imagens de s